Quatro Pilares para um Planejamento de Vida e Financeiro

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Quando o PLANEJAMENTO FINANCEIRO está atrelado ao PLANEJAMENTO DE VIDA– e é assim que acredito que conseguimos verdadeiros resultados nas finanças – quatro pilares são fundamentais para conectar-se a uma vida que vale a pena.

São eles: saúde física, saúde espiritual, saúde financeira e saúde emocional.

SAÚDE FÍSICA

É um pilar que possui bastante semelhança com as finanças.
Para se ter as finanças saudáveis, basta você gastar menos do que você recebe. Para ser ter um físico saudável, é só alimentar-se bem e praticar um pouco de atividade física. Percebe que, para ambos, é simples.

No entanto, simples não significa que é fácil.
É preciso DISCIPLINA, PACIÊNCIA e controle emocional.

Ao cuidar de sua saúde física, você pode acrescentar MAIS DIAS EM SUA VIDA.
Mais importante que isso, você irá ACRESCENTAR VIDA NOS SEUS DIAS.
Ou seja, quando fizer a sua viagem internacional, terá mais energia e disposição para conhecer os pontos turísticos. Para passar momentos intensos e de qualidade com os seus filhos. Para, profissionalmente, produzir mais. Para fazer melhor, o que você desejar.
Com saúde física é possível potencializar tudo o que uma vida financeira saudável proporciona.
Acredito que, emocionalmente, não seja nada bom você ter condições de comprar uma Ferrari (ou qualquer outro carro dos seus sonhos) e ter que deixá-lo parado na garagem. A Ferrari aqui é apenas uma ilustração… coloque no lugar da Ferrari qualquer coisa que seja de extremos valor para você e que ao ter condições de obter, você não poder utilizar por não ter condições física.

Como anda a sua saúde? Você tem cuidado deste pilar?

SAÚDE ESPIRITUAL

O dinheiro potencializa quem somos, para o bem ou para o mal. Ou seja, o dinheiro não transforma uma pessoa e, sim, revela quem de fato ela é. Já ouviu isso antes?
Pergunto para você: quando você tiver um planejamento financeiro e o dinheiro se multiplicar e trabalhar para você (e isso vai acontecer), quem é o/a (seu nome aqui) que será revelado? Você tem claro o que será despertado em você?
É importante lembrar que saúde espiritual não é, somente, religião. A espiritualidade é a união com algo maior, com o todo, com a força criadora de tudo o que é. Para aqueles que creem, Deus.

Religião. É um dos meios utilizados para se criar a conexão com essa energia superior. O Instituto Nacional de Saúde dos Estado Unidos revelou que pessoas com religiosidade vivem aproximadamente 29% mais que pessoas não religiosas.

Gratidão. Por ser quem você é, do que jeito que você é. Afinal, você é único. Por tudo o que você é capaz de desempenhar – somente o fato de você fazer as atividades diárias, autônoma e independente, é uma grande benção (se já esteve doente ou lesionado a ponto de depender de terceiros, consegue imaginar o que estou dizendo). Por tudo o que tem, ainda que não seja tudo o que você sonha ter. Agradeça e esteja em harmonia com o ambiente.

Autoconhecimento. Quanto tempo você dedica a si? O silêncio, a meditação e a oração são outros meios para se conectar com o seu interior, sua essência. Ouvir-se mais, antes de ouvir aos demais. Conhecer-se. Perceber-se. Outra maneira para se obter este crescimento é: PENSAR, SENTIR, AGIR. Ou seja, quando tiver uma ideia ou no processo de tomada de decisão, PENSE… pause… SINTA (e observe o que esse sentimento diz sobre você)… pause… e entre em AÇÃO. Nesse processo você sairá do automático (emocional) e se tornará mais presente (consciente) em si.

SAÚDE EMOCIONAL

Para iniciar esse texto, citarei algumas vantagens de se ter uma boa saúde emocional. O que podemos chamar, também, de inteligência emocional. Será que vale a pena?
– Diminuir ansiedade e estresse
– Diminuir as discussões nos relacionamentos
– Melhorar a empatia
– Aumentar o equilíbrio emocional
– Aumentar a capacidade de tomar decisões mais acertadas
– Aumentar a produtividade
– Aumentar a autoestima e autoconfiança
– Potencializar o seu planejamento financeiro, aumentando suas riquezas e seu dinheiro.
Quem é que nunca comprou algo sem precisar ou até mesmo sem poder gastar? Por exemplo, ao ver a publicidade de uma promoção.
Basta ativar o seu lado emocional e… lá foi o dinheiro que você não queria gastar.
E depois bate aquele arrependimento, não é?!
Por isso, falar de finanças é, também, falar de emoções. Afinal, as tomadas de decisões, inclusive as financeiras, são realizadas pelo nosso lado emocional. Ainda que sejamos denominados de seres racionais, nossas emoções ainda são dominantes… e muito!
Percebe que fazer planejamento financeiro não é só preencher planilha?
Se você não se atentar a sua saúde emocional, ou seja, a sua capacidade de controlar e gerenciar suas alterações de comportamento, pouco poderá mudar no seu planejamento financeiro. É preciso estar atento as suas próprias necessidades e sentimentos. Desenvolver inteligência emocional.
Melhores suas emoções e, então, consiga um planejamento financeiro!

SAÚDE FINANCEIRA

Para uma saúde financeira positiva, a matemática é simples: gastar menos do que o quanto você ganha. É simples, porém não é tão fácil assim, concorda? Se fosse fácil, não teríamos grande parte da população brasileira com problemas financeiros.
Por detrás desta fórmula, há uma questão comportamental bastante complexa (do qual até mencionei no post sobre saúde emocional e planejamento financeiro). Emoções, crenças, hábitos…

Posso, aqui, citar duas condições que demonstram isso.
Culturalmente, desenvolvemos o hábito de olhar para as finanças com aspecto de escassez. Ou seja, se queremos fazer sobrar dinheiro no final do mês, é raro pensarmos em possibilidades de aumentar a renda e melhorar o estilo de vida. Utilizamos a famosa planilha financeira para ajustar e/ou cortar gastos para adequar ao orçamento. Não estou dizendo que isso seja errado, apenas que isso é um pensamento limitante.
Outro aspecto interessante, é o conflito interno: quero aumentar a minha renda e não quero aumentar os meus custos. Parece coisa de maluco, não é mesmo?! Mas pode acreditar que muitos pensam assim. Eu vou esclarecer com um exemplo. Uma pessoa tem renda de R$ 7.000,00 mensais e um custo de vida de R$ 6.000,00 (aprox. 85% do orçamento). Quando questionada do quanto gostaria de aumentar sua renda, ela menciona que deseja R$ 20.000,00 mensais. Até ai tudo bem. No entanto, quando peço para a pessoa imaginar o seu custo de vida em R$ 17.000,00 mensais (os mesmos aprox. 85%), ela se assusta e diz que não consegue imaginar.
Compartilhe comigo, como você olha para a sua saúde financeira?
Você considera apenas os números, ou observa os seus comportamentos em relação ao dinheiro?

Bom planejamento!

Um abraço!

Leonardo Facchini